Ano 16 - Nº 85
 Jul - Ago de 2008
 www.cfo.org.br

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Capa do Jornal do CFO


SUA OPINIÃO

O CFO perguntou na edição passada:
“Você votaria em um cirurgião-dentista para a Câmara dos Vereadores ou a Prefeitura da sua cidade?”
Veja a resposta da classe pela internet:
Votos: 7.393
Números em formato Pizza

O CFO quer Sua Opinião na próxima edição:
Até novembro, toda a Odontologia terá que adotar o padrão eletrônico (TISS/ANS) nas trocas com operadoras. Você está preparado para isso?
 ELEIÇÕES 2008


"Partido da Odontologia"

Enquete do CFO revela: maioria quer ver colegas de profissão na política

O resultado da enquete do mês de agosto do site do CFO, cuja pergunta era “Você votaria em um cirurgião-dentista para a Câmara dos Vereadores ou a Prefeitura de sua cidade?”, indica que a maioria da classe odontológica acredita que aumentar a bancada do “Partido da Odontologia (PO)” é um caminho para melhorar a realidade da saúde bucal dos brasileiros. Até o início de setembro, dos 7.393 participantes, 76,37% responderam que votariam em um colega para prefeito ou vereador, e 23,63% disseram que não o fariam.
Esse índice de confiança nos candidatos do “PO” não chega a ser novidade, já que nos últimos anos a Odontologia vem demonstrando um alto grau de amadurecimento político – evidenciado, por exemplo, em mobilizações como a da Emenda 29. Esse fato também se reflete na política geral do país, como comprovam os dados relativos ao número de cirurgiões-dentistas que são candidatos a prefeito, vice-prefeito ou vereador nas eleições municipais deste ano.
Em 2008, serão 138 CDs candidatos a prefeito, 141 a vice-prefeito e 1.031 a vereador – totalizando 1.310 candidatos do “Partido da Odontologia”. Essa lista corresponde a 0,36% do total de 359.994 candidatos que foram considerados aptos pelo Tribunal Superior Eleitoral – 14.900 a prefeito, 14.827 a vice e 330.267 a vereador.
Em relação a 2004, a Odontologia manteve seu percentual de participação, quando apresentou 1.375 candidatos, elegendo 278 deles – o que representou os mesmos 0,36% dos então 375.734 candidatos em todo o país.

Nível superior: percentual maior de CDs

Mas é preciso analisar qualitativamente a evolução política da Odontologia. Este ano, do total de candidatos, somente 70.137 (19,48%) possuem ensino superior completo. Nesse universo, cresce a parcela de CDs. São 6.836 candidatos a prefeito com nível superior, 5.103 a vice e 58.198 a vereador. Ou seja, entre os que possuem um diploma universitário, o “PO” responde por um total de 1,86%.
Para se ter uma idéia, veja outras profissões que também exigem nível superior e têm menos representatividade: os jornalistas representam 0,24% do total de candidatos; os economistas, 0,10%; os psicólogos, também 0,10%; e os arquitetos, 0,05%.
Analisando por cargo, a Odontologia tem 2,01% dos aspirantes ao cargo de prefeito, 2,76% dos postulantes à cadeira de vice e 1,77% dos que disputam vaga nas câmaras municipais. Entre as outras profissões, os economistas têm 64 postulantes ao governo municipal (0,42%); os jornalistas têm 56 (0,37%); os arquitetos, 21 (0,14%); e os psicólogos, 17 (0,11%). Já entre os que pleiteiam o cargo de vereador, são 831 jornalistas (0,25%), 346 psicólogos (0,10%); 329 economistas (0,09%) e 176 arquitetos (0,05%).
A evolução da Odontologia também pode ser observada pelas candidaturas de THDs e ACDs (“protéticos”, na denominação dada pelo TSE). São 4 candidatos a prefeito, 3 a vice e 278 a vereador que declararam exercer esta profissão.
Nas eleições de 5 de outubro deste ano serão disputadas 52.137 cadeiras de vereador e 5.563 de prefeito. Estarão aptos a votar 128 milhões de brasileiros – já excluídos os 1.663.720 eleitores que moram no DF, onde não ocorrem eleições municipais –, um aumento de 7,5% comparado a 2004. Desse universo de eleitores, 51,8% são mulheres.