O
resultado da enquete do mês de agosto do site do CFO, cuja pergunta
era “Você votaria em um cirurgião-dentista para a Câmara dos Vereadores
ou a Prefeitura de sua cidade?”, indica que a maioria da classe odontológica
acredita que aumentar a bancada do “Partido da Odontologia (PO)” é um caminho
para melhorar a realidade da saúde bucal dos brasileiros. Até o início de setembro,
dos 7.393 participantes, 76,37% responderam que votariam em um colega para prefeito
ou vereador, e 23,63% disseram que não o fariam.
Esse índice de confiança
nos
candidatos do “PO” não chega a ser novidade, já que nos últimos anos a Odontologia
vem demonstrando um alto grau de amadurecimento político – evidenciado, por exemplo,
em mobilizações como a da Emenda 29. Esse fato também se reflete na política
geral do país, como comprovam os dados relativos ao número de cirurgiões-dentistas
que são candidatos a prefeito, vice-prefeito ou vereador nas eleições municipais
deste ano.
Em 2008, serão 138 CDs candidatos
a prefeito, 141 a vice-prefeito e
1.031 a vereador – totalizando
1.310 candidatos do “Partido da Odontologia”. Essa lista corresponde a 0,36%
do total de 359.994 candidatos que foram considerados aptos pelo Tribunal Superior
Eleitoral – 14.900 a prefeito, 14.827 a vice e 330.267 a vereador.
Em relação
a 2004, a Odontologia manteve seu percentual de participação, quando apresentou
1.375 candidatos, elegendo 278 deles – o
que representou os mesmos 0,36% dos então 375.734 candidatos em todo o país.
Nível
superior: percentual maior de CDs
Mas é preciso
analisar qualitativamente a evolução política da Odontologia.
Este ano, do total de candidatos, somente 70.137 (19,48%) possuem ensino
superior completo. Nesse universo, cresce a parcela de CDs. São 6.836
candidatos a prefeito com nível superior, 5.103 a vice e 58.198 a vereador.
Ou seja, entre os que possuem um diploma universitário, o “PO” responde
por um total de 1,86%.
Para se ter uma
idéia, veja outras profissões
que também
exigem nível superior e têm menos representatividade: os jornalistas representam
0,24% do total de candidatos; os economistas, 0,10%; os psicólogos, também
0,10%; e os arquitetos, 0,05%.
Analisando por cargo,
a Odontologia tem 2,01% dos aspirantes
ao cargo de prefeito, 2,76% dos postulantes à cadeira de vice e 1,77% dos
que disputam vaga nas câmaras municipais.
Entre as outras profissões, os economistas têm 64 postulantes ao governo
municipal (0,42%); os jornalistas têm 56 (0,37%); os arquitetos, 21 (0,14%);
e os psicólogos, 17 (0,11%). Já entre os que pleiteiam o cargo de vereador,
são
831 jornalistas (0,25%), 346 psicólogos (0,10%); 329 economistas (0,09%)
e 176 arquitetos (0,05%).
A evolução da Odontologia
também pode ser observada
pelas candidaturas de THDs e ACDs (“protéticos”, na denominação dada pelo
TSE). São 4 candidatos a prefeito, 3 a vice e 278 a vereador que declararam
exercer esta profissão.
Nas eleições de 5 de outubro deste ano serão disputadas
52.137 cadeiras de vereador e 5.563 de prefeito. Estarão aptos a votar 128
milhões de brasileiros – já excluídos os 1.663.720 eleitores que moram no
DF, onde não ocorrem eleições municipais –, um aumento de 7,5% comparado
a 2004. Desse universo de eleitores, 51,8% são mulheres.